Meio Ambiente
Fim da seca e alerta climático: La Niña pode influenciar chuvas e temperaturas até 2025
Fenômeno é caracterizado pelo resfriamento anormal das águas do oceano Pacífico. Compartilhe: Clique para compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Clique para compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) Clique para compartilhar no LinkedIn(abre em nova janela) Clique para compartilhar no Telegram(abre em nova janela)
BATANEWS/BATANEWS/O PRESENTE RURAL
A passagem de setembro para outubro foi marcada por volumes significativos de chuvas em grande parte do país, com destaque para as regiões Norte, Centro Oeste e Sudeste. Esse aumento nas precipitações pôs fim ao período de estiagem, que vinha dando condições favoráveis às queimadas que afligiram diversas regiões nos últimos meses, especialmente o bioma amazônico, pantaneiro, cerrado e a porção oeste do estado de São Paulo.
Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) indicam que, até o dia 21 de outubro, foram registrados 22,5 mil focos de incêndio, uma redução de 72,8% em comparação ao observado em setembro, mês em que houve o maior número de ocorrências registradas dos últimos 14 anos.
Na região Norte, o volume de chuvas observado nas primeiras semanas de outubro tem contribuído para a normalização do nível do Rio Madeira, que em 2024 registrou sua cota mínima histórica, conforme dados do Serviço Geológico do Brasil (SGB).
Em relação ao La Niña, o CPC-ENSO do National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) indica em suas previsões mais recentes uma probabilidade de 60% de predominância da fenômeno entre janeiro e março de 2025. No entanto, segundo o instituto, as previsões baseadas no modelo IRI sugerem continuação das condições neutras entre outubro e dezembro de 2024.
Foto: Claudio Neves
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