Piracema começa nesta quarta em MS e suspende toda a pesca até fevereiro

Entre 5 de novembro de 2025 e 28 de fevereiro de 2026, a pesca fica proibida em todo o Estado

BATANEWS/BATANEWS/REDAçãO


Policial militar ambiental durante ação de fiscalização em rio de Mato Grosso do Sul (Foto: Divulgação)

A partir desta quarta-feira (5), está suspensa toda a atividade de pesca nos rios de Mato Grosso do Sul. O período marca o início da piracema, fase de reprodução dos peixes em que a captura é proibida para garantir a renovação natural dos estoques pesqueiros e a preservação dos ecossistemas aquáticos. A proibição segue até 29 de fevereiro de 2026 nos rios estaduais.

Na calha do Rio Paraná, onde vale a legislação federal, o período de defeso começou em 1º de novembro e também termina em 28 de fevereiro de 2026. Durante a piracema, apenas ribeirinhos e comunidades tradicionais podem pescar para subsistência — com limite de três quilos ou um exemplar por dia, respeitando as medidas regulamentadas. A comercialização de pescado nativo segue proibida em todo o estado.

Quem for flagrado pescando ilegalmente poderá ser preso em flagrante, além de ter equipamentos, embarcações, motores e veículos apreendidos. O crime ambiental prevê pena de um a três anos de prisão e multas de R$ 700 a R$ 100 mil, acrescidas de R$ 20 por quilo de peixe apreendido. Denúncias de pesca predatória podem ser feitas de forma anônima pelo telefone 181.

A Polícia Militar Ambiental (PMA) iniciou no último sábado (1º) a Operação Piracema Georreferenciada 2025/2026, sob coordenação do Comando de Policiamento Ambiental. As equipes atuarão em pontos estratégicos previamente mapeados, onde há maior incidência de pesca ilegal.

As ações incluem bloqueios terrestres e fluviais, vistorias em comércios, checagem de estoques declarados de pescado e operações diurnas e noturnas. O trabalho é apoiado pelo Sistema de Gerenciamento da Informação Ambiental, que permite o monitoramento em tempo real e o uso de dados georreferenciados para orientar decisões estratégicas.

Segundo a PMA, o objetivo é prevenir e coibir a pesca predatória, assegurando que as espécies nativas possam se reproduzir de forma segura nas bacias dos rios Paraguai e Paraná.

Além da fiscalização, a PMA também realizará ações de educação ambiental junto a pescadores e ribeirinhos, reforçando a importância de respeitar o período de reprodução dos peixes.

Durante o defeso, o transporte de pescado só é permitido com documentação que comprove a origem legal e apresentação da declaração de estoque, que deve ser emitida até dois dias úteis após o início da piracema, conforme determina a legislação estadual. O descumprimento das normas pode resultar em autuação, prisão e apreensão de materiais, conforme o artigo 34 da Lei de Crimes Ambientais.



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