Crise interna no Ivinhema: presidente João Carlos rebate tentativa de destituição e esclarece situação da Série D 2026

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Foto: Ivinoticias

O presidente da Sociedade Esportiva e Recreativa Ivinhema, João Carlos Rodrigues, divulgou nesta terça-feira (25/11) uma nota oficial à imprensa na qual critica movimentações internas ocorridas no clube e esclarece a situação referente à participação na Série D do Campeonato Brasileiro de 2026.

A manifestação responde a uma suposta assembleia extraordinária realizada por um grupo de associados que teria tentado destituí-lo da presidência. João Carlos classificou o ato como “ilegal”, afirmando que a reunião ocorreu sem edital de convocação e em desacordo com o Estatuto Social. Segundo ele, a movimentação teria sido articulada pelo vice-presidente Manoel Nicácio Nunes.

De acordo com o presidente, a Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul (FFMS) já considerou a ata do encontro inválida e confirmou que ele permanece como representante legítimo da instituição. João Carlos informou ainda que medidas judiciais estão sendo adotadas contra os envolvidos — incluindo pessoas que teriam enviado documentos falsos em nome da presidência.

A instabilidade interna ganhou repercussão após o perfil oficial do Ivinhema Futebol Clube no Instagram divulgar, na última semana, que o clube participaria de todas as competições de 2026: Série A do Estadual, Copa Centro-Oeste, Copa do Brasil e Série D. A publicação afirmava que rumores sobre possível desistência da Série D seriam “isolados” e atribuídos ao então presidente, que teria sinalizado renúncia.

Na nova nota, João Carlos desmentiu as informações e afirmou que o clube não possui condições técnicas, estruturais ou financeiras para disputar a Série D de forma competitiva no momento. Entre os custos mencionados, estão folha salarial elevada, logística permanente, viagens interestaduais e manutenção de elenco — despesas muito acima da capacidade atual da instituição.

O presidente citou ainda o exemplo do Operário Futebol Clube, que teria acumulado aproximadamente R$ 1 milhão em dívidas durante sua participação recente na Série D, reforçando o peso financeiro da competição.

João Carlos destacou que não colocará o clube em risco para atender interesses individuais e afirmou que, enquanto a estabilidade financeira não estiver consolidada, a Série D não será prioridade.

“Não conduzirei o clube ao endividamento ou ao colapso financeiro para atender interesses individuais”, afirmou.

Ele ressaltou que o foco da atual gestão é garantir responsabilidade administrativa, transparência e o uso adequado da receita prevista para a Copa do Brasil — competição para a qual o Ivinhema já tem vaga assegurada e que deve contribuir para a quitação de pendências e reorganização financeira.

A assembleia realizada por um grupo de associados é considerada nula e não segue o Estatuto Social.

A FFMS declarou inválida a ata enviada e confirmou João Carlos como presidente legítimo.

Medidas judiciais estão em andamento contra os envolvidos, incluindo o vice-presidente Manoel Nicácio Nunes.

O clube não tem condições de disputar a Série D em 2026 devido aos altos custos.

Prioridade da gestão é manter responsabilidade financeira e utilizar a vaga na Copa do Brasil para equilibrar as contas.

Com a nota, o presidente tenta conter a crise e acalmar o torcedor, garantindo que o planejamento esportivo segue firme para as demais competições de 2026. Enquanto isso, o impasse político interno continua, movimentando os bastidores do futebol ivinhemense.



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