Trutis vira réu por posse irregular de armas como fuzil e pistola

Ex-deputado, que ficou conhecido pelo atentado fake, responderá criminalmente na 6ª Vara de Campo Grande

CVNEWS/TOPMIDIANEWS


Crédito: Wesley Ortiz

O ex-deputado federal Loester Trutis, derrotado em 2022, vai responder criminalmente por posse irregular de armas e munições, na 6ª Vara Criminal de Campo Grande. Conhecido pelo atentado fake, Trutis já possui diversas ações na Justiça. 

O MPE (Ministério Público) fez a denúncia em dezembro de 2021 e reforçou o pedido em 5 de dezembro de 2022, quando solicitou que Trutis fosse citado para responder à acusação. 

A denúncia do MPE originou-se da situação em que o então deputado foi flagrado com duas pistolas e um fuzil em casa. A apreensão das armas ocorreu durante operação Tracker, da Polícia Federal, em sua residência, em 12 de novembro de 2020, para investigar o suposto atentado que ele havia denunciado.

Trutis coleciona ações na Justiça e essa nova denúncia sobre a posse irregular de armas foi formulada pelo MPE em 9 de dezembro de 2022 e acatada pela Justiça no dia 16 de janeiro.

O ex-chefe de gabinete Ciro Nogueira Fidelis também foi denunciado e responde ao mesmo processo. Na denúncia, o Ministério Público pede a condenação de Trutis e Ciro Nogueira Fidelis por posse ou porte irregular de arma de fogo de uso restrito e uso permitido, em desacordo com a legislação, crimes previstos nos artigos 12 e 16 da Lei nº 10.826, de 2003. 

A pena varia de 4 anos a 9 anos, além de multa. 

Atentado fake

Trutis já responde a processo no STF (Supremo Tribunal Federal), acusado de ter forjado o próprio atentado em fevereiro de 2020. O relator é o ministro Luiz Fux. 

Acusado de calote

Trutis também foi condenado pela Justiça do Distrito Federal, no fim de janeiro, a pagar o aluguel de veículo blindado, no valor de R$ 25.751,05.

Ele não teria quitado o valor, mesmo tendo recebido o dinheiro da Câmara Federal.

Danos morais

Trutis também tem, contra si, uma ação por danos morais iniciada em março de 2022, na 16ª Vara Cível de Campo Grande. O delegado da Polícia Federal, Glauber Fonseca de Carvalho Araújo, denunciou Trutis. 

O delegado responsável pela investigação sobre o suposto atentado foi xingado de “safado”, “vagabundo” e “corrupto” em vídeo gravado por Trutis e postado na rede social.



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